quarta-feira, 29 de dezembro de 2021
de pedras Em pedras
Há tanto tempo
Sem conversar
Se abrir
Entre pessoas
Mas o medo
A insegurança que reina meu ser
Tão superior, foi
Hoje, vejo o silêncio
Construir de pedras
Em pedras
Um muro
E não demora
Eu viver diante de muros
E no amanhã estar
Num poço tão fundo
Mas, mas...
Viver se abrindo
Para quem está por perto
Custa caro, não?
Não é qualquer pessoa
Que possui apenas abraços
Mas sim, abraços e espinhos
Para lhe furar
E seus sentimentos
São como um balão
É, vejo no amanhã
Os muros me deixar
Tão sozinha
Distante de todos
E eu? Não desejo minha solidão
Mas há quem lhe ouve
E lhe fere com seus venenos
Diante da ponta da língua
É, difícil desabafar
Muito mais
Confiar
Em qualquer pessoa
E, esses muros
Tão enormes
É até uma segurança para terríveis pessoas


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